Desconexos
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Tempestades em Júpiter
É como um grito
é como o desejo
é como o medo
um arrepio no escuro.
É como o fogo
é como um delírio
é como o nó na garganta
um beijo que ainda não é meu.
As escadas dão para o meu quarto
o tarô está na estante
e o destino é uma linha tênue entre meus sonhos e minha ação.
Eu posso esperá-lo eternamente ou esquecê-lo
eternas tempestades em Júpiter
e infinito nos grandes olhos negros.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Nesses oito andares
Há familiaridade nos azulejos beges do banheiro
Na vista das copas verdes da redenção
Na velha séria que sobe a avenida João pessoa
Na claridade
amarelada das janelas baixas
Há um medo passivo da perda de identidade
dos segredos desvelados
da carne nua exposta ao frio
Há sonhos perdidos embaixo dos viadutos
Nas paredes pichadas
Nos bares fechados
Na buzina do algodão doce que passa no domingo a tarde
Há pedaços de mim nessa cidade caótica
Nesses oito andares
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Das vezes que me senti Raskólhnikov
A sanidade é uma fina corda que se
percorre no medo de cair,
mas
é a loucura que está por todos os lados enquanto se equilibra na
lucidez.
Falam os fantasmas pelos ruídos das
surdinas
Assombram pelas janelas das grandes
avenidas até as 3 horas da manhã
O rio que corre constante toma
força na tempestade
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
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