segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Tempestades em Júpiter
É como um grito
é como o desejo
é como o medo
um arrepio no escuro.
É como o fogo
é como um delírio
é como o nó na garganta
um beijo que ainda não é meu.
As escadas dão para o meu quarto
o tarô está na estante
e o destino é uma linha tênue entre meus sonhos e minha ação.
Eu posso esperá-lo eternamente ou esquecê-lo
eternas tempestades em Júpiter
e infinito nos grandes olhos negros.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Nesses oito andares
Há familiaridade nos azulejos beges do banheiro
Na vista das copas verdes da redenção
Na velha séria que sobe a avenida João pessoa
Na claridade
amarelada das janelas baixas
Há um medo passivo da perda de identidade
dos segredos desvelados
da carne nua exposta ao frio
Há sonhos perdidos embaixo dos viadutos
Nas paredes pichadas
Nos bares fechados
Na buzina do algodão doce que passa no domingo a tarde
Há pedaços de mim nessa cidade caótica
Nesses oito andares
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